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Disfunção erétil em pacientes com depressão: Relação e Tratamento

A disfunção erétil (DE), definida como a incapacidade persistente de obter e manter uma ereção suficiente para uma função sexual satisfatória(1), é um problema comum em homens com mais de 40 anos de idade. Os recentes avanços farmacológicos no tratamento da DE têm despertado crescente interesse de leigos e profissionais da saúde nesta disfunção sexual, gerando uma demanda crescente de serviços clínicos relacionados à DE. Embora não seja uma ameaça à vida, esta disfunção sexual não deve ser considerada uma desordem benigna, já que pode ter um efeito negativo no relacionamento interpessoal e comprometer o bem-estar e a qualidade de vida do indivíduo e do casal(2).

Estima-se que até o ano 2005 mais de 25 milhões de homens com 40 a 70 anos de idade serão afetados por DE nos Estados Unidos da América do Norte(3). No Brasil, alguns estudos com base populacional sobre esta disfunção(4-6) sugerem que aproximadamente 40% a 46% dos brasileiros nesta mesma faixa etária apresentam algum grau de DE. Com base nos dados desses estudos nacionais, estima-se que atualmente no Brasil cerca de 11,3 milhões de homens com mais de 18 anos têm disfunção moderada ou severa. Mais recentemente, resultados do primeiro estudo prospectivo sobre a incidência de DE em homens brasileiros sugerem que cerca de um milhão de casos novos de DE acontecem a cada ano em homens de 40 a 70 anos de idade(7).

Em estudo epidemiológico sobre DE realizado no Brasil e, até onde nos é dado saber, o que reuniu a maior amostra no mundo (71.503 homens avaliados), a prevalência de DE encontrada (53,5%) é maior do que a reportada no Projeto da Caravana da Saúde (46,2%), realizado em 7 Estados no Brasil numa amostra de homens na mesma faixa etária(4). É também superior aos 40% reportados no primeiro inquérito populacional sobre DE realizado no Brasil, incluindo uma amostra aleatória de 602 homens na cidade de Salvador, em 1998(6). Mas é semelhante à estimativa do MMAS (52%) realizado nos EUA(8).